Prevenção
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A prevenção é um tipo de comportamento, de responsabilidade pessoal e coletiva, que cria as condições básicas para que algo aconteça, ou seja, impedido de acontecer. Podemos e devemos prevenir não só contra alguma coisa, mas também a favor de algo.
Estudos de CEBRID (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas) dão conta de que cerca de 20% dos adolescentes experimentou bebidas alcoólicas pela primeira vez em casa.
Sem cometer exageros ou sensacionalismos, tal informação nos revela um dos caminhos mais importantes: informação e diálogo.
Como fazer?
O problema de droga deve ser enfrentado com ações articuladas, e a prevenção ao seu abuso também merece cuidado e planejamento.
Obedecendo as características socioculturais, devemos lembrar que os principais personagens desse processo são: O Estado, a Igreja, a Comunidade e a Escola.
Para nós, Agentes Pastorais, será necessário o discernimento, para nos situarmos em diferentes ambientes: em nossa comunidade de fé a questão do compromisso e a luz do Evangelho irão nortear nossas ações.
No ambiente social, nas relações com poder público, nas escolas, teremos a rica tarefa da convivência com as diferenças, campo para o diálogo interreligioso.
Não é por acaso que uma das frentes da Pastoral da Sobriedade é a de Atuação Política: deveremos motivar os jovens a se organizarem nos Grêmios Livres, os pais e educadores nos Conselhos de Escola, bem como a presença de todos nos Comad’s.
A partir daí, a articulação comunitária permitirá a organização dos trabalhos de prevenção, onde todo o processo de abordagem deve ter como princípio a verdade.
Na prática, toda ação de prevenção é educativa, não permitindo elementos falsos.
Dadas as condições de organização de uma rede de prevenção, fica a pergunta:
Quais os exemplos a seguir? Com certeza, levar a pais e educadores o fato de que são referências para as crianças e jovens, será fundamental.
Diante disso, alguns princípios são fundamentais: respeito à vida, diálogo, respeito, amor e dignidade.
O comportamento do adulto é primordial, pois a quebra de relações de confiança, a perda do ideal de vida, descrença na sociedade e o mau exemplo, são sim fatores prejudiciais na formação a favor da vida e da fraternidade.
Por todas essas razões o trabalho de prevenção, talvez o maior desafio da Pastoral da Sobriedade, vai exigir de todos uma dedicação digna de que tem o mais nobre dos sentimentos: o AMOR.
Somente essa compaixão e preferência pelos excluídos, a exemplo de Jesus Cristo, vão nos fazer perseverar.
Os bons ventos sopram sobre nós, assim como a água da paciência abre nossos caminhos.
Messias Miranda Barbosa
Coordenador da Sub-Região SP II
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