Intervenção
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Intervenção, quando estamos falando dos males causados pelas drogas, significa, de acordo com grande maioria dos especialistas dessa área, em atuar junto à pessoa que está fazendo uso de drogas sem ainda estar sofrendo ou apresentando as conseqüências prejudiciais do uso.
Ou seja, a pessoa faz uso de uma ou mais substância, mas ainda não desenvolveu a dependência. A pessoa faz uso esporádico de drogas e normalmente apenas para efeito recreativo. Suas atividades familiares, profissionais, seu desempenho escolar, assim como seus compromissos financeiros e sociais ainda não estão sendo prejudicados.
Embora sua vida, de maneira geral, esteja caminhando bem, a porta de entrada para algo mais sério já está aberta. Dificilmente, para não dizermos que é impossível, encontramos um adicto que não tenha começado a usar drogas de forma esporádica ou por diversão. Ainda cabe lembrar dos risco imediatos desse tipo de uso, principalmente em acidentes de trabalho e de trânsito e o contato com a justiça no caso de ser pego portando a substância ou no uso inadequado, sob a forma de uma dose mal calculada e que pode ocasionar uma overdose e, por conseqüência, levar à morte.
Uma das grandes dificuldades na intervenção se refere quanto à aceitação do usuário com relação à sua atitude. Como a droga até então só lhe tem dado prazer fica difícil para ele entender e aceitar o risco que isso representa. Outra grande dificuldade é quando o usuário é descoberto pela sua família. A vergonha, o medo, a angústia de ser o causador de uma decepção para os pais, o receio de perder a confiança dos familiares, faz com que entre em um processo de negação difícil de ser contornado.
O objetivo da intervenção é conscientizar sobre os problemas e conseqüências do uso visando à abstenção dessas substâncias. Segundo a visão da Pastoral da Sobriedade, a intervenção deve ser mais que uma simples conversa com a “pessoa problema”. Precisamos envolver toda a família, os amigos e qualquer pessoa ou recurso que possam nos ajudar nessa tarefa. Precisamos buscar essa ovelha que se perdeu do rebanho antes que o lobo a encontre.
O uso da droga de modo esporádico e recreativo tem um único objetivo na vida o usuário: prazer momentâneo. Baseado nisso é que precisamos apresentar a esta pessoa, algo maior e melhor: o prazer e a felicidade perene que é viver uma vida em Cristo.
Mais do que aconselhá-lo é preciso que ele acredite e enxergue em nossas vidas essa verdade. Precisamos sermos o testemunho vivo dessa felicidade e desse Deus maravilhoso. Por isso que não podemos ensinar a proposta da Pastoral da Sobriedade, precisamos vivê-la.
Quando se faz necessário a intervenção através de um aconselhamento é preciso levar em conta alguns aspectos como idade, local, momento e principalmente estado de sobriedade e estado emocional, tanto do usuário, quanto da pessoa que irá realizar a intervenção. Nunca devemos realizar a intervenção sozinhos, Jesus já nos disse: “Ide de dois em dois”. Esse cuidado se faz necessário sempre que precisamos fazer alguma abordagem, pois nunca temos certeza de como se desenrolará a conversa e precisamos ter o cuidado com nossa segurança física e contarmos com o apoio de outro agente para argumentarmos adequadamente diante de algum imprevisto.
José Luiz Oliveira Prata
Coordenador da Sub-Região - Botucatu
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